Phillips vs. Kirkpatrick: Qual modelo de avaliação escolher?

Phillips vs. Kirkpatrick: Qual modelo de avaliação escolher?

Metodologia de ROI de Phillips vs. Modelo de Kirkpatrick: qual modelo de avaliação escolher de verdade?

Você já viu um treinamento lindo no PPT, com certificado, coffee-break… e zero impacto no negócio?

Pior: já defendeu esse treinamento na diretoria sem ter números concretos na mão?

É aqui que entra a comparação Metodologia de ROI de Phillips vs. Modelo de Kirkpatrick. Não é só uma discussão técnica de RH — é sobre continuar “achando” que deu certo ou finalmente conseguir provar, em reais, se valeu a pena.

Se você é de RH, T&D ou gestor pressionado por resultados, entender esses dois modelos não é opcional. É sobrevivência.


 

O que é isso na prática?

 

Relembrando o Modelo de Kirkpatrick (a base de tudo)

O Modelo de Kirkpatrick é um dos frameworks mais usados do mundo para avaliar treinamentos. Ele trabalha com quatro níveis:

  1. Reação – Como os participantes se sentiram sobre o treinamento?
    Exemplo: pesquisa de satisfação no final do curso: “O conteúdo foi relevante?”, “O instrutor foi claro?”.
  2. Aprendizagem – O que eles realmente aprenderam?
    Exemplo: pré e pós-teste, simulações, provas práticas.
  3. Comportamento – Eles mudaram algo na prática, no dia a dia?
    Exemplo: após um curso de vendas, vendedores passam a registrar melhor o funil no CRM.
  4. Resultados – O que mudou nos indicadores do negócio?
    Exemplo: aumento de vendas, redução de retrabalho, queda de churn, etc.

Resumo brutalmente honesto: Kirkpatrick mostra se o treinamento funcionou. Mas não responde quanto dinheiro isso trouxe de volta.

 

Onde entra a Metodologia de ROI de Phillips?

A Metodologia de ROI de Phillips pega o modelo de Kirkpatrick, mantém os quatro níveis… e adiciona um quinto, que é o que mais brilha nos olhos da diretoria:

Nível 5 – ROI (Retorno sobre o Investimento)

A pergunta muda de:

“Teve resultado?”
para
“O resultado financeiro compensou o investimento?”

Em outras palavras, Phillips transforma resultado em número. Em dinheiro. Em planilha. Em argumento irrefutável.

O cálculo padrão de ROI segue essa lógica:

ROI (%) = ((Benefícios financeiros - Custo do treinamento) / Custo do treinamento) x 100

E aí, sim, você consegue dizer frases do tipo:

“Esse programa de Treinamento em IA para líderes gerou um ROI de 180% em seis meses.”

É exatamente esse tipo de raciocínio que trabalhamos nos cursos de Gerentes de IA e nos Treinamentos In Company da Lideres.ai, conectando aprendizado com impacto financeiro direto para o negócio.
Veja mais aqui: treinamentos corporativos.


 

Metodologia de ROI de Phillips vs. Modelo de Kirkpatrick: diferenças-chave

 

1. Foco principal

  • Kirkpatrick: foco em eficácia do treinamento — se ele funciona em termos de reação, aprendizagem, comportamento e resultados.
  • Phillips: foco em viabilidade econômica — além da eficácia, se o investimento se paga (e quanto retorna).

Se Kirkpatrick responde “funcionou?”, Phillips responde “valeu a pena fazer de novo?”.

 

2. Profundidade de análise

  • Kirkpatrick: ótimo para mostrar progresso, mudar cultura e justificar iniciativas de desenvolvimento.
  • Phillips: ótimo para convencer CFO, diretoria e Conselho — porque fala a linguagem do orçamento.

 

3. Complexidade de aplicação

  • Kirkpatrick: menos complexo, mais flexível. Dá para implantar em praticamente qualquer empresa, inclusive sem uma área de dados madura.
  • Phillips: mais complexo, exige:
    • dados históricos (antes e depois do treinamento);
    • isolamento de variáveis (o que foi efeito do treinamento e o que não foi);
    • maturidade de mensuração (ou ajuda externa especializada).

 

4. Nível de exigência dos gestores

  • Se sua liderança se satisfaz com “melhoramos atendimento, o NPS subiu”, Kirkpatrick atende bem.
  • Se sua liderança pergunta “Ok, mas isso gerou quanto em resultado financeiro?”, você vai acabar em Phillips mais cedo ou mais tarde.

 

5. Aplicação em programas de IA, Marketing Digital e Performance

Na Lideres.ai, quando falamos de:

  • Treinamento de Inteligência Artificial para times;
  • Capacitação em Marketing Digital e Performance;
  • Programas de formação de Líderes de IA,

é muito comum começar com Kirkpatrick (para garantir que o conteúdo está fazendo sentido) e evoluir para Phillips nos programas mais estratégicos ou de alto investimento.

Se quiser ver como isso é aplicado em contextos reais de empresa, vale olhar nossos programas In Company:
Treinamento de Inteligência Artificial In Company e
Treinamento Corporativo de Performance Digital.


 

Por que isso importa pra você?

 

Se você é de RH ou T&D

Você está no meio de um fogo cruzado:

  • De um lado, times pedindo treinamento para tudo;
  • Do outro, diretoria perguntando: “E isso ajuda a vender mais? Reduz custo? Acelera algo?”

Dominar Metodologia de ROI de Phillips vs. Modelo de Kirkpatrick significa:

  • Parar de defender treinamento com “achismo” e passar a defender com dados;
  • Saber quais programas valem a pena escalar — e quais devem morrer rápido;
  • Ganhar respeito como área estratégica, não como “central de cursos”.

 

Se você é gestor de área

Você não quer treinamento, você quer resultado.

Quando você entende esses modelos, começa a cobrar da área de RH/T&D coisas como:

  • Indicadores claros antes do treinamento começar;
  • Medições depois de alguns meses;
  • Discussão séria sobre o “continuar ou não continuar” o programa.

É a diferença entre:

“Fizemos um treinamento de vendas.”
vs.
“Fizemos um treinamento de vendas, aumentamos a conversão do funil em 12% e o programa se pagou em quatro meses.”

 

Se você quer liderar na Era da IA

A nova geração de líderes não pode ser só “gente boa de gestão de pessoas”. Precisa ser boa de número, dado, ROI — especialmente quando o assunto é tecnologia e IA.

É por isso que, nos nossos programas como o Curso de Gerentes de I.A. e nos conteúdos sobre como ser um Líder de IA, a conversa sempre volta para performance e impacto real.


 

Como cada modelo funciona passo a passo

 

Aplicando o Modelo de Kirkpatrick na prática

Vamos supor um treinamento de atendimento ao cliente com uso de IA (chatbots, roteirização inteligente, scripts otimizados por IA).

  1. Nível 1 – Reação
    • Pesquisa rápida ao final: “O quão confiante você se sente em usar IA no atendimento agora?”
    • Escala de 1 a 5, campo aberto para comentários.
  2. Nível 2 – Aprendizagem
    • Antes do curso: teste de conhecimento sobre ferramentas de IA, prompts, boas práticas.
    • Depois do curso: mesmo teste, comparando acertos.
  3. Nível 3 – Comportamento
    • Depois de 30–60 dias, acompanhamento com supervisores:
    • % de atendentes que estão usando IA em pelo menos 50% dos atendimentos
    • Qualidade dos registros
    • Tempo médio de atendimento
  4. Nível 4 – Resultados
    • Indicadores de negócio:
    • Redução do tempo médio de atendimento
    • Aumento de NPS ou CSAT
    • Redução de chamados reabertos

Até aqui, você sabe se o treinamento funcionou. Mas falta a pergunta que fecha a conta: e financeiramente?

 

Aplicando a Metodologia de ROI de Phillips

A Metodologia de ROI de Phillips vai além, adicionando cinco passos extras bem críticos:

  1. Monetizar os resultados
    • Quanto vale, em dinheiro, reduzir o tempo médio de atendimento?
    • Quanto vale aumentar o NPS (ex.: retenção de clientes, menor churn)?
  2. Isolar o efeito do treinamento
    • Parte do resultado veio de mudanças no sistema? De um bônus de campanha? De outros projetos em paralelo?
    • Você precisa estimar que percentagem do ganho é atribuível ao treinamento.
  3. Calcular o benefício líquido
    • Benefício líquido = Benefício financeiro total - Custo do treinamento
  4. Calcular o ROI (%)
    • ROI (%) = (Benefício líquido / Custo do treinamento) x 100
  5. Apresentar o relatório em linguagem executiva
    • Uma história clara: problema → solução (treinamento) → resultado → ROI.

É mais trabalhoso? Sim.
Mas é isso que separa um RH tático de um RH que senta na mesa da estratégia.


 

Metodologia de ROI de Phillips vs. Modelo de Kirkpatrick: quando usar cada um?

 

Cenários em que Kirkpatrick é suficiente (e inteligente)

  • Treinamentos de baixo custo;
  • Programas obrigatórios (compliance, onboarding básico, segurança);
  • Iniciativas iniciais, em que você ainda está construindo cultura de avaliação.

Nesses casos, faz sentido focar em:

  • Reação (Nível 1);
  • Aprendizagem (Nível 2);
  • Algum acompanhamento de comportamento (Nível 3).

Você mostra eficácia sem complicar demais o processo.

 

Cenários em que vale (muito) usar Phillips

  • Programas caros ou estratégicos (ex.: formação de líderes, transformação digital, IA);
  • Treinamentos que impactam diretamente receita ou custo (vendas, produtividade, redução de erros);
  • Projetos que precisam de renovação de budget ano após ano.

Exemplo clássico:

  • Programa de formação de líderes para toda a média gestão;
  • Treinamento de IA aplicada em áreas de vendas e marketing;
  • Capacitação em métodos ágeis para squads digitais.

Nesses casos, faz total sentido medir ROI — e é o tipo de coisa que trabalhamos com profundidade nos treinamentos de liderança e metodologias ágeis da Lideres.ai:
Treinamento de equipes e líderes e
Treinamento de metodologias ágeis.


 

O que ninguém te contou sobre ROI em treinamento

 

1. Nem tudo precisa (nem deve) ter ROI financeiro calculado

Você não precisa transformar em dinheiro absolutamente tudo. Em alguns casos, o foco é:

  • Eliminar riscos (compliance, segurança);
  • Construir cultura (liderança, valores);
  • Fortalecer a marca empregadora.

Mas para programas caros e recorrentes, ignorar ROI é pedir para ver o orçamento ser cortado em algum momento.

 

2. ROI não é só “mais dinheiro”, é “menos desperdício”

Um bom treinamento pode:

  • Reduzir retrabalho;
  • Evitar erros caros;
  • Diminuir turnover.

Tudo isso tem valor financeiro, mesmo que não apareça na meta de vendas do trimestre.

 

3. Sem dado pré-treinamento, você fica cego

Muita empresa erra aqui: mede só o “depois”.

Se você quer trabalhar seriamente com Kirkpatrick ou Phillips, precisa ter linha de base:

Antes do treinamento:
• Como está a taxa de conversão?
• Qual o tempo médio de atendimento?
• Qual o NPS atual?
• Qual o volume de erros / retrabalhos?

Sem isso, qualquer resultado pós-treinamento é “sensação”, não evidência.


 

Como começar? (sem surtar e sem virar escravo de planilha)

 

Passo 1: Comece simples com Kirkpatrick

  • Implemente sistematicamente:
    • Pesquisa de reação (Nível 1);
    • Pré e pós-teste em treinamentos críticos (Nível 2);
    • Follow-up com gestores após 30–60 dias (Nível 3).

Um template simples de follow-up pode ser algo como:

Perguntas para o gestor:
1. Você percebe mudança concreta no comportamento do colaborador após o treinamento?
2. Em que situações isso aparece?
3. Houve impacto em algum indicador que você acompanha? Qual?

 

Passo 2: Escolha 1 ou 2 programas para aplicar Phillips

Não tente fazer ROI detalhado de tudo. Escolha um ou dois programas estratégicos e:

  1. Defina indicadores de negócio antes de iniciar;
  2. Combine com a diretoria como será o cálculo de benefício financeiro;
  3. Monitore resultados por alguns meses;
  4. Aplique a metodologia de ROI de Phillips completa.

 

Passo 3: Construa uma narrativa executiva

Não adianta ter bilhões de planilhas se você não sabe contar a história.

Uma narrativa executiva simples pode seguir este formato:

1. Problema de negócio
2. Hipótese: treinamento como parte da solução
3. O que foi feito (programa, público, duração)
4. O que mudou (indicadores Kirkpatrick N1–N4)
5. Qual o ROI estimado (Phillips N5)
6. Recomendações: ampliar, ajustar, encerrar

Esse tipo de raciocínio é exatamente o que líderes precisam dominar — especialmente na Era da IA. E é este o tipo de mentalidade que desenvolvemos na Lideres.ai, formando líderes que falam a língua de tecnologia, pessoas e negócio ao mesmo tempo.


 

Dica extra da Lideres.ai

 

Use IA para facilitar a vida (e não para complicar)

A avaliação de treinamento não precisa ser 100% manual. Você pode usar IA generativa para:

  • Gerar questionários de Nível 1 e 2 mais rápidos;
  • Analisar respostas abertas de participantes e gestores;
  • Organizar insights de comportamento em relatórios executivos.

Exemplo de prompt para criar um questionário de reação rápido:

Crie um questionário de 8 perguntas para avaliar a reação dos participantes
a um treinamento de [tema] para [público], usando escala de 1 a 5 e 2 perguntas abertas.
Foque em: aplicabilidade, clareza, domínio do instrutor e relevância para o dia a dia.

Se quiser aprofundar o uso de prompts para marketing, comunicação e aprendizagem, vale dar uma olhada no nosso ebook de prompts:
Ebook de Prompts para Marketing Digital.


 

Resumo rápido: Phillips vs. Kirkpatrick

  • Kirkpatrick:
    • Mede eficácia;
    • 4 níveis (reação, aprendizagem, comportamento, resultados);
    • Ótimo para estruturar a avaliação de T&D;
    • Mais simples de implementar em larga escala.
  • Phillips:
    • Mede viabilidade econômica;
    • Adiciona o Nível 5 (ROI) ao modelo de Kirkpatrick;
    • Exige dados, maturidade e método;
    • Perfeito para programas estratégicos e de alto investimento.

Em vez de escolher lado em “Metodologia de ROI de Phillips vs. Modelo de Kirkpatrick”,
líderes inteligentes combinam os dois: Kirkpatrick para estrutura, Phillips para decisão.


 

Conclusão: E você, vai continuar “achando” ou vai começar a provar?

No fim das contas, a pergunta não é só “Phillips vs. Kirkpatrick: qual modelo de avaliação escolher?”, mas:

“Até quando sua empresa vai investir em treinamento sem saber, com clareza, o que volta?”

Se você quer ser visto como alguém estratégico — seja em RH, T&D, liderança ou projetos de IA — precisa dominar essa conversa de ROI. Não dá mais para defender programa caro com “foi bem avaliado pelos participantes”.

A boa notícia: você não precisa fazer isso sozinho.

Na Lideres.ai, ajudamos empresas a:

  • Desenhar treinamentos alinhados com indicadores de negócio;
  • Aplicar modelos como Kirkpatrick e Phillips na prática;
  • Formar líderes e times que pensam em IA, dados e performance como padrão.

Se sua empresa quer dar o próximo passo na maturidade de treinamentos e na liderança na Era da Inteligência Artificial, o convite é simples:

A revolução da IA nas empresas já está rolando. A pergunta é: seus treinamentos vão ser custo… ou investimento comprovado?

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