O novo papel do L&D na transformação cultural
Tem uma coisa acontecendo nas empresas que pouca gente está dizendo em voz alta: o velho L&D morreu. Aquela área que só organizava treinamento obrigatório, corria atrás de lista de presença e certificadinho bonito? Virou passado.
Se a sua empresa está falando de transformação digital, inovação, IA, novas formas de trabalho… e o L&D continua operando como “RH de cursos”, você tem um gargalo estratégico, não uma área de aprendizado.
O novo papel do L&D na transformação cultural é outro jogo. Não é sobre calendários de treinamento — é sobre redesenhar comportamentos, mentalidades e habilidades que sustentam a cultura que a empresa diz querer ter.
Transformação cultural não acontece em PPT, acontece em como as pessoas pensam, decidem e agem. L&D é o motor silencioso (ou não tão silencioso) disso tudo.
Vamos direto ao ponto: se você está em L&D, RH ou liderança, esse texto é um mapa para sair do modo “fornecedor de treinamento” e assumir o papel de arquiteto de cultura.
O que é isso na prática? L&D como motor de transformação cultural
Antes de falar de métodos, precisamos alinhar o conceito. O que realmente significa falar sobre o novo papel do L&D na transformação cultural?
Do operacional ao estratégico
O L&D tradicional costuma viver nesse ciclo:
- Alguém pede um treinamento (“time está desmotivado, manda um workshop de motivação”).
- L&D contrata fornecedor, organiza turma, faz inscrição, aplica NPS.
- Todos seguem a vida como se nada tivesse acontecido.
No novo jogo, L&D opera assim:
- Começa pela estratégia — entende onde a empresa quer chegar, quais comportamentos e capacidades são críticos.
- Desenha experiências de aprendizado contínuo — não só treinamentos pontuais.
- Conecta desenvolvimento com rituais e práticas de cultura — 1:1, fóruns de decisão, cerimônias ágeis, ciclos de feedback.
- Mede mudança comportamental, não só satisfação.
L&D deixa de ser “organizador de sala” para se tornar “designer de como as pessoas trabalham, aprendem e colaboram” dentro da empresa.
Do conteúdo para o comportamento
Outro ponto chave: o foco sai de “quantas horas de treinamento” e vai para “quais comportamentos estão mudando”.
- Não é “curso de inovação” → é “quantas ideias foram testadas em 90 dias?”.
- Não é “curso de liderança” → é “como os líderes estão dando feedback e tomando decisão?”.
- Não é “curso de IA” → é “quantos processos foram redesenhados com IA, com ganho real de eficiência?”.
Esse tipo de mentalidade é exatamente o que trabalhamos nos treinamentos da Lideres.ai: habilidades + cultura + performance. Não adianta ensinar IA se a cultura sabota teste, erro, aprendizado e colaboração.
Por que isso importa pra você (e não só para o PowerPoint do CEO)
Você pode até pensar: “Ok, bonito, mas na prática minha agenda já está cheia só com o básico”. E é aí que mora o perigo.
Se o L&D não assume esse papel de protagonista na transformação cultural, alguém vai assumir — geralmente consultorias externas, projetos paralelos de “transformação ágil”, squads isolados… e L&D fica assistindo de longe.
3 motivos brutais pelos quais L&D precisa mudar de patamar
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Transformação cultural sem L&D é teatro corporativo.
Você até pode lançar novos valores, mantra de inovação, campanhas de “somos digitais”. Mas se o jeito que as pessoas são treinadas, avaliadas, promovidas e cobradas não muda, a cultura também não muda. -
O impacto da IA e da performance digital exige aprendizado contínuo.
Processos, ferramentas e modelos de negócio estão mudando num ritmo que não cabe mais em grade anual de treinamento. L&D precisa desenhar ecossistemas de aprendizado constante. É sobre preparar líderes para um mundo em que IA é padrão, não novidade — exatamente o que abordamos no Curso de Gerentes de I.A.. -
Sem L&D estratégico, RH vira só gestão de processo.
Se desenvolvimento não puxa a cultura, RH fica preso entre folha de pagamento, jurídico e apaga-incêndio. L&D é a peça que conecta gente, estratégia e resultado.
Cultura é o que seu time faz quando ninguém está olhando. L&D é quem influencia o que eles escolhem fazer nesse momento.
Como o L&D vira protagonista da transformação cultural
Vamos sair do conceito e ir pra operação. Como transformar o novo papel do L&D na transformação cultural em plano prático?
1. Comece desenhando o “mapa de cultura” da sua empresa
Antes de falar de trilha de aprendizado, defina: que cultura você quer construir?
Você pode usar um canvas simples, por exemplo:
- Valores críticos: inovação, colaboração, foco em dados, responsabilidade, orientação a resultado…
- Comportamentos visíveis: o que uma pessoa “nessa cultura” faz no dia a dia.
- Comportamentos que sabotam: o que você vê hoje e não deveria existir mais.
- Alavancas de aprendizado: onde L&D pode mexer — treinamentos, rituais, programas de liderança, playbooks, mentoring, comunidade de prática.
Exemplo prático: se a cultura desejada fala em “tomar decisão baseada em dados”, mas as pessoas decidem por hierarquia, o papel do L&D não é só criar um curso de analytics. É:
- Ensinar leitura de dados.
- Treinar líderes para perguntar por dados nas reuniões.
- Projetar simulações e casos reais com decisão baseada em dados.
- Rever rituais: dashboards em reuniões, ritos semanais de análise, etc.
2. Desenhe trilhas ligadas a mudanças de comportamento, não a temas
Em vez de criar “catálogo de cursos”, crie trilhas estratégicas:
- Trilha “Líder que acelera inovação”.
- Trilha “Time que trabalha com IA no dia a dia”.
- Trilha “Gestores de alta performance digital”.
Cada trilha precisa responder três perguntas:
- Que mentalidade queremos instalar?
- Que habilidades críticas são necessárias?
- Que comportamentos vão provar que deu certo?
É essa lógica que usamos nos programas In Company da Lideres.ai de Inteligência Artificial e em Performance Digital: cada trilha tem alvo claro de mudança de comportamento, medido em indicadores de negócio.
3. Traga a liderança para o jogo (ou nada muda)
Nenhuma transformação cultural acontece se a liderança continuar operando no modo antigo. Líder é o maior canal de L&D que você tem.
Seu papel como L&D é:
- Formar líderes como multiplicadores de cultura e aprendizado.
- Conectar programas de liderança com realidade (não com frases de efeito).
- Ajudar cada nível de gestão a responder: “o que eu preciso fazer diferente amanhã pra apoiar essa cultura?”
Programas como os da Lideres.ai focados em liderança têm exatamente esse objetivo: transformar líderes em agentes de mudança, não só em aprovadores de curso.
4. Conecte aprendizado ao fluxo de trabalho
Transformação cultural não acontece só em sala. Ela acontece:
- Na daily do time.
- No 1:1 entre líder e liderado.
- Na retrospectiva do projeto.
- Na forma como um erro é tratado.
L&D precisa sair só da lógica “evento” e entrar em design de experiência. Alguns exemplos:
- Criar roteiros de 1:1 alinhados à nova cultura.
- Desenhar checklists para reuniões de decisão, incorporando dados, IA, riscos.
- Construir “pílulas” de aprendizado que o time use antes de um ritual importante.
- Incorporar ferramentas de IA (como ChatGPT ou similares) em fluxos reais, com prompts prontos e casos de uso práticos.
Um exemplo de snippet que L&D pode entregar para líderes usarem com IA:
Quero reforçar a cultura de inovação no meu time. Me ajude a:
1. Criar 5 perguntas para abrir nossa reunião semanal estimulando ideias novas.
2. Montar um mini-roteiro de 15 minutos para avaliarmos uma ideia com foco em impacto x esforço.
3. Propor uma dinâmica rápida para celebrar tentativas, mesmo quando não geraram resultado imediato.
Esse tipo de recurso é o tipo de coisa que ensinamos a construir nos treinamentos de IA para líderes e gerentes na Lideres.ai.
5. Meça transformação cultural com indicadores reais
Se você quer que L&D seja levado a sério, precisa falar a língua dos executivos: indicadores.
- Se o foco é cultura de inovação → número de testes rodados, tempo médio de experimentação, taxa de ideias implementadas.
- Se o foco é cultura data-driven → decisões apoiadas por dados, uso de dashboards, redução de decisões re-trabalhadas.
- Se o foco é IA no dia a dia → processos automatizados, horas economizadas, redução de erros, aumento de produtividade.
L&D precisa parar de entregar só “NPS do treinamento” e passar a entregar “mudança concreta no jeito de trabalhar”.
O que ninguém te contou sobre o novo papel do L&D na transformação cultural
Vamos falar das partes que poucos assumem, mas que definem se isso tudo vai sair do papel.
1. Vai ter conflito (e está tudo bem)
Transformar cultura é mexer em poder, status, conforto e rotina. Se não tiver incômodo, provavelmente você está reciclando o que já existe.
O papel de L&D aqui é quase de “consultoria interna”:
- Confrontar pedidos de treinamento que não atacam a causa raiz.
- Recusar projetos que só “maquiam” problema cultural.
- Levar dados sobre o que está funcionando (e o que não está) para a diretoria.
L&D que só diz “sim” vira despachante. L&D que questiona com dados vira parceiro estratégico.
2. Ferramenta sem cultura é dinheiro queimado
Não adianta investir em plataformas de LMS, sistemas de IA, ferramentas de colaboração, se a cultura não favorece uso, curiosidade e experimentação.
No contexto da IA, isso é ainda mais crítico: muitas empresas compram licenças, mas ninguém sabe:
- Como usar IA nos processos diários.
- Quais são os limites éticos.
- Como garantir segurança de dados.
- Como redesenhar função de cada pessoa à luz da IA.
Essa integração entre ferramentas, processos e cultura é a base dos nossos programas In Company de Inteligência Artificial e Treinamentos Corporativos na Lideres.ai.
3. L&D também precisa se transformar (e rápido)
Não dá para conduzir transformação cultural com a mesma mentalidade de sempre. O próprio time de L&D precisa:
- Aprender a usar IA no desenho e entrega de programas.
- Trabalhar com dados de verdade, não só com percepções.
- Entender de negócio, não só de aprendizagem.
- Pensar como produto: desenhar, testar, iterar, escalar.
Um bom passo é formar “donos de produto de aprendizado”: pessoas em L&D que tratam trilhas como produtos vivos, com backlog, roadmap, dados de uso e evolução contínua. Essa mentalidade está muito ligada às metodologias que ensinamos em Treinamentos de Metodologias Ágeis da Lideres.ai.
Como começar? Um plano em 5 movimentos
Se você quer reposicionar o L&D como protagonista da transformação cultural, comece simples, mas comece certo.
Passo 1: Escolha uma transformação cultural prioritária
Não abrace o mundo. Defina, com a diretoria:
- Qual é a principal mudança cultural que a empresa precisa nos próximos 12–18 meses? (ex: “ser mais digital”, “trabalhar com IA”, “decidir com dados”, “ganhar velocidade”).
Passo 2: Traduza em comportamentos concretos
Liste 5–7 comportamentos que materializam essa cultura. Por exemplo, para “cultura de IA integrada ao negócio”:
- Times testando IA em tarefas repetitivas.
- Revisão de processos buscando automação inteligente.
- Líderes cobrando uso de IA em análises e propostas.
Passo 3: Mapeie alavancas de L&D
Para cada comportamento, pergunte:
- Que habilidades a pessoa precisa ter?
- Que experiências garantem que ela pratique?
- Que rituais e mecanismos de reforço precisam ser criados?
Exemplo de combinação:
- Workshop prático de IA +
- Desafio de 30 dias para automatizar uma tarefa por pessoa +
- Ritual quinzenal de compartilhamento de casos +
- Métrica de horas poupadas e ganhos gerados.
Passo 4: Escolha líderes-piloto
Selecione 2–3 áreas abertas à mudança e trabalhe profundamente com elas. Use esses cases como:
- prova de conceito para a diretoria;
- histórias reais para o restante da empresa;
- material base para escalar depois.
Passo 5: Construa a narrativa de L&D como parceiro de transformação
Não espere que as pessoas “percebam” que L&D mudou. Conte essa história:
- Apresente a nova visão de L&D para a liderança.
- Mostre os indicadores que você vai acompanhar.
- Traga cases de outras empresas/mercado.
- Use linguagem de negócio: risco, oportunidade, retorno.
O que é isso na prática? Alguns exemplos de atuação de L&D
Pra deixar ainda mais concreto, alguns cenários típicos em que L&D pode (e deve) puxar transformação cultural:
Cenário 1: Empresa quer ser mais digital e orientada a dados
- Trilha para líderes: tomada de decisão com dados.
- Trilha para equipes: alfabetização em dados + experimentação com ferramentas digitais.
- Programas de performance digital em parceria com áreas de marketing, vendas e operações — aqui entra muito bem um treinamento in company de performance digital.
- Mentorias cruzadas entre áreas mais digitais e áreas mais tradicionais.
Cenário 2: Empresa quer colocar IA no centro da operação
- Programa para formar Gerentes de IA (donos da estratégia de IA por área) — alinhado ao Curso de Gerentes de I.A. da Lideres.ai.
- Workshops práticos com times redesenhando processos usando IA.
- Comunidade interna de prática de IA (cases, erros, aprendizados).
- Construção de biblioteca de prompts por área, talvez apoiada em recursos como o Ebook de Prompts para Marketing Digital.
Cenário 3: Empresa quer líderes que sustentem a nova cultura
- Programa de liderança focado em comportamentos-chave, não só em teoria.
- Role plays com situações reais da cultura atual vs. cultura desejada.
- Planos de desenvolvimento individuais com foco em mentalidade de IA, digital e trabalho com dados — apoiados por ferramentas como o Modelo Canva para Planejamento de Carreira.
- Mentoria entre líderes de áreas mais maduras e líderes em transformação.
Dica extra da Lideres.ai
Se tem uma pergunta que você, como L&D, deveria fazer para qualquer projeto de treinamento daqui pra frente, é:
“Que parte da nossa cultura esse programa está reforçando, mudando ou construindo?”
Se a resposta for “nenhuma”, cuidado: você pode estar só empilhando ações que ocupam agenda, mas não movem o ponteiro.
Na Lideres.ai, todos os nossos programas — de IA, Performance Digital, Treinamentos Corporativos e Liderança — são construídos com essa lente: que cultura esse aprendizado está ajudando a instalar?
Conclusão: L&D não é mais “área de curso”. É área de futuro.
O novo papel do L&D na transformação cultural é simples de dizer e desafiador de praticar:
- Não é só sobre treinar pessoas, é sobre reprogramar como a empresa pensa e age.
- Não é só sobre conteúdo, é sobre comportamento em contexto real de trabalho.
- Não é só sobre hoje, é sobre preparar a organização para um mundo em que IA, dados e digital são padrão.
A pergunta é: L&D vai continuar operando como “área que organiza treinamento” ou vai assumir o lugar de arquitetura de cultura e futuro da organização?
Se você quer que L&D seja visto como parceiro estratégico — especialmente no desenho de uma cultura preparada para IA, marketing e performance digital — faz sentido se aproximar de quem vive isso todo dia.
Conheça os programas da Lideres.ai, explore nossos treinamentos in company e veja como podemos construir juntos a cultura que sua empresa diz querer — e precisa ter — para sobreviver e crescer na Era da Inteligência Artificial.
E você, vai deixar o L&D preso ao passado ou vai usá-lo como alavanca da próxima grande transformação cultural da sua empresa?

